A segunda semana de setembro foi marcada por uma combinação de decisões de juros, inflação ainda pressionada, petróleo acima de US$ 100 e forte movimentação nos mercados globais.
Na chamada Super Quarta, o Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve fez o movimento contrário e elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
A diferença entre as trajetórias de Brasil e Estados Unidos acontece em um ambiente internacional ainda desafiador. A inflação americana continua acima da meta, os rendimentos dos Treasuries chegaram a superar 5% durante a semana e o petróleo avançou para perto de US$ 110 antes de recuar.
No mercado brasileiro, o Ibovespa oscilou com as mudanças no cenário externo e doméstico, enquanto o mercado de capitais segue ativo: as ofertas encerradas em agosto movimentaram R$ 48,8 bilhões.
Continue lendo para conferir os principais assuntos que movimentaram o mercado nesta semana.
GIRO SHARK NEWS
Super Quarta coloca os juros em direções opostas
Copom e Federal Reserve divulgaram suas decisões de política monetária na quarta-feira (16).
| Banco central |
Decisão |
Nova taxa |
| Copom |
-0,25 p.p. |
13,75% a.a. |
| Federal Reserve |
+0,25 p.p. |
3,75%–4% a.a. |
No Brasil, foi o quinto corte consecutivo da Selic. Nos Estados Unidos, foi a primeira alta desde 2023. A decisão do Fed foi aprovada por 12 votos a zero.
Ibovespa sobe antes da Super Quarta
O Ibovespa avançou 0,54% na terça-feira (15) e fechou aos 186.502 pontos, interrompendo uma sequência de duas sessões de queda.
A alta foi favorecida principalmente pelas ações ligadas ao petróleo, com a Petrobras acompanhando a valorização da commodity no mercado internacional.
Na quarta-feira, porém, após as decisões de juros, o índice recuou cerca de 0,6%, aos 185 mil pontos, refletindo a cautela dos investidores diante do novo cenário para os juros dos EUA.
Dólar permanece próximo de R$ 5,15
O dólar comercial fechou a terça-feira a aproximadamente R$ 5,15.
Na quarta-feira, a moeda encerrou praticamente estável, em R$ 5,151, mesmo após a decisão do Fed.
O câmbio segue sendo influenciado por uma combinação de fatores externos, como os juros estadunidenses e o petróleo. E domésticos, como a inflação, atividade econômica e expectativas para a política monetária brasileira.
Petróleo supera US$ 109 e depois recua
O petróleo foi um dos principais motores da volatilidade nos mercados nesta semana.
O Brent chegou a superar US$ 109 por barril no início da semana, em meio às preocupações com interrupções no fornecimento e às tensões no Oriente Médio.
Na quinta-feira (17), entretanto, a commodity recuou cerca de 3%. O Brent era negociado próximo de US$ 102,72, enquanto o WTI estava em torno de US$ 100,47.
A queda ocorreu após sinais de que parte das interrupções de oferta poderia ser compensada, com a Arábia Saudita redirecionando exportações e expectativas de recuperação de infraestrutura.
Mesmo com a correção, o petróleo permanece acima de US$ 100.
Treasury de 10 anos passa de 5% e recua
O rendimento do Treasury americano de 10 anos ultrapassou 5% durante a semana e chegou ao maior nível desde 2007.
A alta ocorreu em um momento de preocupação com inflação, preços de energia e perspectivas para os juros do país.
Na quinta-feira, porém, o rendimento recuou novamente para abaixo de 5%, chegando a aproximadamente 4,95%–4,99%.
A queda dos yields acompanhou a redução do preço do petróleo, que diminuiu parte da pressão sobre as expectativas de inflação.
Mercado de capitais movimenta R$ 48,8 bilhões
No mês de agosto as ofertas encerradas no mercado de capitais brasileiro movimentaram 48,8 bilhões, uma queda de 16% em comparação ao mesmo mês de 2025.
No acumulado de 2026, porém, as emissões domésticas chegaram a aproximadamente R$ 485 bilhões, alta de 7,1% na comparação anual.
As debêntures foram responsáveis por R$ 21,5 bilhões, enquanto os FIDCs movimentaram cerca de R$ 14,5 bilhões.
Brasil acumula superávit comercial de US$ 58,7 bilhões
Até o momento, o Brasil acumula US$ 58,67 bilhões de superávit comercial.
Juntos com as exportações a soma está US$ 265,10 bilhões, alta de 11,1%, enquanto as importações chegaram a US$ 206,43 bilhões, crescimento de 5,4%.
A corrente de comércio atingiu US$ 471,53 bilhões, alta de 8,5%.
Entre os destaques das exportações está o petróleo bruto, cujas vendas avançaram 26,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
ENTENDENDO O MERCADO
Fed sobe juros pela primeira vez desde 2023: o que mudou?
A decisão do Federal Reserve foi um dos principais acontecimentos da semana.
O banco central dos Estados Unidos elevou a taxa básica em 0,25 ponto percentual, levando o intervalo para 3,75% a 4% ao ano.
Foi a primeira alta desde 2023 e a decisão foi unânime, com 12 votos a favor e 0 contra.
A decisão ocorre em um cenário no qual a economia do país continua apresentando solidez, segundo o próprio Fed, enquanto a inflação permanece elevada
No comunicado, o FOMC afirmou que a atividade econômica segue avançando em ritmo sólido, os gastos domésticos continuam resilientes, a produtividade permanece forte e o investimento de capital é robusto.
Uma alta de juros que não veio sozinha
Além da decisão atual, o mercado voltou sua atenção para as projeções dos dirigentes do Fed.
As projeções indicam mais uma alta de 0,25 ponto percentual em 2026, levando a taxa para algo próximo de 4%–4,25%.
Segundo a Reuters, 16 dos 18 dirigentes que apresentaram projeções apontaram para pelo menos mais uma elevação ainda neste ano.
O cenário projetado pelo Fed também mostra uma política monetária restritiva por mais tempo.
A mediana das projeções coloca a taxa em aproximadamente 4,1% no final de 2026, permanecendo em nível elevado em 2027.
Inflação continua sendo o principal desafio
O Fed elevou suas projeções de inflação.
Para 2026, a expectativa para o PCE, indicador de inflação acompanhado de perto pelo banco central, está em 3,7%.
A meta oficial continua sendo 2%.
O núcleo do PCE também permanece acima da meta, enquanto o banco central projeta uma convergência gradual da inflação ao longo dos próximos anos.
| Indicador dos EUA |
Projeção para 2026 |
| PIB |
2,3% |
| Desemprego |
4,1% |
| PCE |
3,7% |
| Fed Funds no fim do ano |
4,1% |
O resultado é os juros se manterem elevados por mais tempo. E assim, afetando a economia do mundo todo.
Copom corta Selic, mas mantém cautela
Copom comunicou na Super Quarta a redução da Selic para 13,75% ao ano.
Foi o quinto corte consecutivo e a decisão foi unânime.
Porém, o destaque está na mensagem que o comunicado trouxe: o corte não representa necessariamente um sinal de continuidade automática do ciclo.
O Banco Central destacou que a atividade econômica apresenta moderação gradual, especialmente em setores mais cíclicos, mas continua em nível resiliente.
O mercado de trabalho também permanece aquecido.
O Copom compartilhou suas projeções:
A estimativa para o IPCA de 2026 foi elevada de 5,1% para 5,2%.
O número permanece acima do teto da meta de inflação, de 4,5%.
Para o horizonte relevante do Banco Central, no primeiro trimestre de 2028, a projeção foi mantida em 3,2%.
Ou seja, o Banco Central reduziu os juros, mas continua avaliando um cenário em que as pressões inflacionárias exigem cautela.
Quatro fatores de pressão
O Copom manteve uma assimetria altista no balanço de riscos para a inflação.
Entre os fatores que podem pressionar os preços estão:
- persistência das expectativas de inflação acima da meta;
- atividade econômica ainda resiliente;
- mercado de trabalho aquecido;
- riscos externos, especialmente relacionados ao cenário geopolítico e aos preços de energia.
Ao mesmo tempo, a desaceleração da atividade pode atuar como fator de redução das pressões inflacionárias.
Brasil e EUA estão fazendo movimentos opostos
Enquanto:
Brasil → corta juros
Estados Unidos → sobe juros
O não significa que os dois bancos centrais estejam necessariamente olhando para o mesmo problema.
No Brasil, o Copom avalia espaço para reduzir uma taxa que permaneceu em patamar elevado, mas mantém cautela diante da inflação e dos riscos fiscais e externos.
Nos Estados Unidos, o Fed voltou a elevar os juros porque considera necessário reforçar o combate à inflação.
A diferença entre as políticas monetárias pode afetar os fluxos internacionais de capital.
Quando os juros americanos sobem, os títulos dos Estados Unidos podem se tornar mais atrativos em relação a ativos de maior risco.
Isso pode repercutir sobre:
Juros americanos ↑
↓
Treasuries mais rentáveis
↓
Reprecificação de ativos globais
↓
Fluxos internacionais
↓
Câmbio, bolsas e juros emergentes
Portanto, uma decisão tomada pelo Federal Reserve pode provocar movimentos na B3, no dólar e na curva de juros brasileira.
Treasury acima de 5%: por que esse número chama tanta atenção?
O Treasury de 10 anos é uma das principais referências para o custo do dinheiro no mundo.
Durante esta semana, o rendimento ultrapassou 5%, atingindo o maior nível desde 2007.
O movimento aconteceu em meio à combinação de:
- inflação ainda elevada;
- petróleo pressionado;
- expectativa de juros americanos elevados;
- preocupações com a oferta de títulos do governo;
- percepção de que o Fed pode manter uma política monetária mais restritiva.
Mas o movimento não foi linear.
Na quinta-feira, o Treasury voltou para abaixo de 5%, em torno de 4,95%–4,99%, acompanhando a queda do petróleo e a redução da pressão sobre as expectativas de inflação.
Por que isso importa?
Porque o Treasury funciona como uma espécie de referência para diversos outros ativos.
Se o rendimento de um título americano de longo prazo aumenta, investidores podem exigir retornos maiores para assumir riscos adicionais.
Podendo influenciar:
- títulos corporativos;
- mercados emergentes;
- ações;
- moedas;
- crédito;
- custo de financiamento.
Para o Brasil, o impacto pode aparecer principalmente na curva de juros, no câmbio e no fluxo de capital estrangeiro.
Petróleo: de US$ 109 para perto de US$ 103 em poucos dias
No início da semana, o Brent chegou a superar US$ 109 por barril, em meio às preocupações com a oferta global e aos riscos associados ao conflito no Oriente Médio.
Na quinta-feira, porém, o preço caiu aproximadamente 3%, para cerca de US$ 102,72.
A mudança ocorreu após sinais de que parte da oferta poderia ser redirecionada e de que algumas interrupções de infraestrutura poderiam ser temporárias.
O problema não desapareceu
Mesmo com a queda, o Brent permanece acima de US$ 100. E o mercado de energia continua sensível porque o conflito também afeta derivados.
Segundo a Reuters, os mercados de diesel vêm enfrentando forte aperto de oferta, com contratos futuros de diesel na Europa e nos Estados Unidos atingindo níveis recordes.
Petróleo e inflação americana: a conexão ficou evidente
Os dados do CPI de agosto ajudam a entender por que o petróleo preocupa tanto o Federal Reserve.
A inflação americana subiu 0,4% em agosto, e os preços de energia avançaram 2,1% no mês.
Em 12 meses, a energia acumula alta de 16,3%.
A gasolina subiu 3,9% em agosto e acumula alta de 27,4% em um ano.
Uma nova rodada de alta no petróleo pode ou não dificultar o processo de desinflação nos Estados Unidos.
E, consequentemente, pode aumentar a pressão para que os juros permaneçam elevados.
Petróleo ↑ → energia ↑ → inflação ↑ → Fed mais cauteloso → juros podem permanecer elevados por mais tempo
Essa cadeia ajuda a conectar dois dos principais assuntos da semana: petróleo e política monetária.
Mercado de capitais: menos ofertas em agosto, mas ano continua forte
Segundo dados da Anbima, em agosto, foram R$ 48,8 bilhões em ofertas encerradas, queda de 16% em relação ao mesmo mês de 2025.
Mas, no acumulado do ano, as emissões domésticas já somavam aproximadamente R$ 485 bilhões, alta de 7,1%.
Logo, a queda de agosto não representa uma paralisação do mercado.
Debêntures continuam na liderança
As debêntures movimentaram R$ 21,5 bilhões em agosto e representaram 44,1% das captações.
O volume, porém, caiu 35,2% em relação a julho.
| Instrumento |
Volume em agosto |
| Debêntures |
R$ 21,5 bi |
| FIDCs |
R$ 14,5 bi |
| FIIs |
R$ 5,1 bi |
| CRIs |
R$ 2,4 bi |
| CRAs |
R$ 2,2 bi |
| Fiagros |
R$ 1,4 bi |
FIDCs são o destaque
Os FIDCs movimentaram R$ 14,5 bilhões em agosto.
Foi o segundo maior volume mensal do instrumento em 2026.
Na comparação com julho, o crescimento foi de 116% Contra agosto de 2025, a alta chegou a 146,3%.
No acumulado do ano, as captações via FIDC já ultrapassaram R$ 74 bilhões.
A própria Anbima aponta que o resultado mostra uma mudança na composição das captações, com instrumentos ligados a recebíveis ganhando participação.
Para as empresas, isso representa uma alternativa de financiamento.
Para o investidor, porém, o aumento das emissões exige atenção às características de cada operação.
Uma emissão com remuneração elevada pode carregar também maior risco de crédito, prazo diferente e estruturas específicas de garantia.
Por isso, volume de captação e atratividade para o investidor são coisas diferentes.
Balança comercial: petróleo ajuda a impulsionar as exportações
O comércio exterior brasileiro também apresentou números relevantes.
Até a segunda semana de setembro, as exportações acumulavam US$ 265,10 bilhões, alta de 11,1%.
As importações somavam US$ 206,43 bilhões, crescimento de 5,4%.
Com isso, o superávit chegou a US$ 58,67 bilhões, alta de 36,9% sobre o mesmo período do ano anterior.
A corrente de comércio, que soma exportações e importações, chegou a US$ 471,53 bilhões, alta de 8,5%.
O petróleo aparece novamente
Na indústria extrativa, as exportações cresceram 70,5% até a segunda semana de setembro.
O petróleo bruto teve alta de 126,2% nas vendas externas em relação ao mesmo período de 2025.
Também apareceram entre os destaques:
- minérios de cobre: +39,5%;
- outros minérios e concentrados de metais básicos: +172,2%;
- celulose: +49,6%;
- ouro não monetário: +80%.
Na agropecuária, as exportações de soja cresceram 19,2%, enquanto o café não torrado avançou 35%.
O que esses dados mostram?
O resultado da balança comercial continua bastante ligado ao desempenho das commodities.
Criando uma conexão direta com o cenário internacional.
Quando petróleo, minério, soja, café e outros produtos têm preços ou volumes exportados maiores, o Brasil pode registrar maior entrada de divisas.
Mas também significa que mudanças na demanda global e nos preços internacionais podem alterar rapidamente esse cenário.
Os números da semana em uma tela
| Indicador |
Dado |
| Selic |
13,75% |
| Fed Funds |
3,75%–4% |
| CPI EUA em agosto |
+0,4% |
| CPI em 12 meses |
+3,4% |
| Brent na quinta-feira |
US$ 102,72 |
| Treasury 10 anos |
~4,95%–4,99% |
| Superávit comercial |
US$ 58,67 bi |
| Ofertas em agosto |
R$ 48,8 bi |
| Emissões domésticas em 2026 |
~R$ 485 bi |
O que acompanhar nos próximos dias?
Depois de uma semana com decisões importantes de política monetária, o mercado entra em uma nova etapa: interpretar os efeitos dessas decisões.
1. Próximos dados de inflação
No Brasil e nos Estados Unidos, os próximos indicadores serão importantes para avaliar se as pressões de preços estão diminuindo.
2. Comunicação do Fed
A possibilidade de uma nova alta em 2026 mantém o mercado atento aos próximos dados de inflação, emprego e atividade.
3. Trajetória da Selic
O quinto corte consecutivo não garante uma sequência automática de novas reduções. A inflação projetada pelo Copom e o comportamento da atividade serão importantes para os próximos passos.
4. Petróleo
O mercado continuará acompanhando a situação no Oriente Médio, a infraestrutura de transporte e os níveis de oferta global.
5. Mercado de capitais
A evolução das emissões mostrará como as empresas continuam acessando recursos em um ambiente de juros ainda elevados.
Em resumo
A semana mostrou uma diferença importante entre as políticas monetárias brasileira e americana.
O Copom reduziu a Selic para 13,75%, enquanto o Fed elevou os juros para 3,75%–4%.
Ao mesmo tempo, a inflação americana continua acima da meta, o petróleo permanece acima de US$ 100 e os Treasuries de longo prazo chegaram a superar 5% antes de recuar.
No Brasil, o mercado de capitais continua movimentado e a balança comercial registra um superávit expressivo, impulsionado principalmente pelo desempenho das exportações.
São movimentos diferentes, mas conectados.
Juros, inflação, petróleo, câmbio, comércio exterior e fluxo de capital continuam formando uma mesma equação para os mercados.
FAQ — Principais dúvidas sobre o mercado nesta semana
Por que o Copom reduziu a Selic para 13,75%?
O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, dando continuidade ao ciclo de cortes iniciado anteriormente. A decisão considera o cenário de inflação, atividade econômica, mercado de trabalho e os riscos domésticos e externos.
Por que o Federal Reserve aumentou os juros dos Estados Unidos?
O Federal Reserve elevou os juros para a faixa de 3,75% a 4% ao ano em meio à persistência da inflação americana. O CPI subiu 0,4% em agosto e acumulou alta de 3,4% em 12 meses, enquanto a inflação continua acima da meta de 2% do banco central americano.
O que significa Copom cortar juros enquanto o Fed aumenta?
Significa que Brasil e Estados Unidos estão seguindo trajetórias diferentes de política monetária. No Brasil, a Selic foi reduzida para 13,75%, enquanto nos Estados Unidos os juros subiram para 3,75%–4%. Essa diferença pode influenciar o câmbio, o fluxo internacional de capital, os juros e os preços dos ativos.
Por que o Treasury de 10 anos é importante para o mercado?
O Treasury de 10 anos é uma das principais referências para a formação das taxas de juros de longo prazo no mercado global. Quando seu rendimento sobe, outros ativos podem ser reavaliados, já que investidores passam a comparar seus retornos com a remuneração dos títulos americanos.
Por que o Treasury de 10 anos passou de 5%?
O rendimento do Treasury de 10 anos ultrapassou 5% durante a semana em meio às preocupações com inflação, petróleo, juros americanos e condições de financiamento do governo dos Estados Unidos. Na quinta-feira (17), porém, o rendimento voltou para abaixo de 5%.
Como o petróleo acima de US$ 100 pode afetar a economia?
O petróleo mais caro pode beneficiar países e empresas exportadoras da commodity, mas também pode aumentar custos de combustíveis, transporte e produção. Como consequência, uma alta persistente do petróleo pode adicionar pressão à inflação e influenciar as decisões dos bancos centrais.
Por que o petróleo influencia a inflação dos Estados Unidos?
A energia tem impacto direto e indireto sobre os preços. Em agosto, os preços de energia nos Estados Unidos subiram 2,1%, enquanto a gasolina avançou 3,9%. Em 12 meses, a energia acumulou alta de 16,3% e a gasolina, de 27,4%.
Quanto o mercado de capitais movimentou em agosto de 2026?
As ofertas encerradas no mercado de capitais brasileiro movimentaram R$ 48,8 bilhões em agosto. Apesar da queda de 16% em relação a agosto de 2025, as emissões domésticas acumuladas no ano chegaram a aproximadamente R$ 485 bilhões, alta de 7,1%.