O mercado financeiro encerrou setembro dividido entre sinais de alívio no cenário externo e novas preocupações com o ambiente fiscal brasileiro.
Em uma semana marcada pelas expectativas em torno das eleições, os investidores também acompanharam os dados de inflação nos Estados Unidos, a trajetória dos juros dos Treasuries, a alta do petróleo e os indicadores de atividade doméstica.
No Brasil, o Ibovespa recuperou terreno no fechamento do mês, enquanto o dólar chegou a operar em R$ 5,22 antes de perder força com a divulgação de um PCE abaixo do esperado nos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, os dados fiscais voltaram ao centro das atenções.
O Governo Central registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, levando o resultado acumulado nos oito primeiros meses de 2026 para R$ 94,9 bilhões.
A diferença entre um resultado mensal melhor e um acumulado mais pressionado ajuda a explicar por que o fiscal continua sendo acompanhado de perto pelo mercado.
Giro Shark News
PCE dos Estados Unidos vem abaixo do esperado
O índice de preços de gastos com consumo pessoal, conhecido como PCE, apresentou resultado abaixo das expectativas do mercado em agosto.
O indicador é acompanhado de perto porque integra o conjunto de dados utilizado pelo Federal Reserve na avaliação da inflação americana. Um resultado mais comportado reduz, pelo menos no curto prazo, a pressão sobre a política monetária dos Estados Unidos.
A divulgação contribuiu para melhorar o ambiente para ativos de risco e ajudou a enfraquecer o dólar durante a semana. O alívio, porém, não eliminou as preocupações no mercado de renda fixa.
Os Treasuries de longo prazo continuam pressionados por fatores como:
-inflação;
-petróleo;
-necessidade de financiamento do governo americano;
-oferta de títulos;
-percepção sobre a trajetória fiscal dos Estados Unidos.
Dólar chega a R$ 5,22 e perde força
O dólar chegou a R$ 5,22 durante os momentos de maior aversão ao risco, mas perdeu força após a divulgação dos dados de inflação americanos.
O comportamento da moeda continua ligado a uma combinação de fatores domésticos e externos:
-trajetória dos juros americanos;
-situação fiscal brasileira;
-preço do petróleo;
-expectativas relacionadas às eleições;
-fluxo internacional de capital;
-percepção de risco dos mercados emergentes.
Em períodos de maior incerteza, investidores tendem a buscar ativos considerados mais defensivos. Movimento que tende a aumentar a demanda por dólar e pressionar moedas de países emergentes.
Ibovespa recupera terreno no fechamento de setembro
Depois de quatro pregões consecutivos de queda, o Ibovespa voltou a subir com a melhora do ambiente externo.
No fechamento de setembro, o índice chegou a operar com alta próxima de 2%, em um movimento que também refletiu o ajuste de posições dos investidores no encerramento do mês.
A recuperação aconteceu, entretanto, em um ambiente no qual os fatores domésticos continuam relevantes para a precificação dos ativos brasileiros.
Entre eles estão as contas públicas, eleições, juros futuros, inflação e o desempenho da economia.
Por isso, a alta do índice não deve ser interpretada automaticamente como uma mudança estrutural de tendência. Parte do movimento pode representar uma recomposição técnica após as quedas anteriores.
Treasuries longos continuam pressionados
O alívio provocado pelo PCE não foi suficiente para retirar os Treasuries longos do centro das atenções.
O rendimento da Treasury de 30 anos chegou a 5,61%, nível não observado desde 2002. Já a Treasury de 10 anos ficou próxima de 5%, entre aproximadamente 4,95% e 4,99%, depois de superar esse nível durante a semana.
Os juros de longo prazo refletem não apenas as expectativas para a política monetária do Fed, mas também a inflação, preço do petróleo, a oferta de títulos e a necessidade de financiamento do governo estadunidense.
Para o mercado brasileiro, essa dinâmica importa porque os juros dos Estados Unidos influenciam a precificação de ativos globais e podem alterar o fluxo de capital para mercados emergentes.
Petróleo volta a se aproximar dos US$ 100
O petróleo Brent voltou a se aproximar dos US$ 100 por barril e chegou a US$ 102,72 na quinta-feira, em meio às incertezas relacionadas ao Oriente Médio.
A alta da commodity tem impacto direto sobre os custos de energia e transporte, e pode também pressionar a inflação em diferentes economias.
Para os bancos centrais, uma inflação mais persistente pode significar menos espaço para redução dos juros. Por isso, petróleo, inflação e política monetária aparecem cada vez mais conectados na leitura do cenário internacional.
Nos Estados Unidos, os preços de energia subiram 2,1% em agosto, enquanto a gasolina avançou 3,9%. Em 12 meses, a energia acumulou alta de 16,3% e a gasolina, de 27,4%.
Entendendo o Mercado
Brasil e Estados Unidos seguem trajetórias diferentes
A redução da Selic no último Copom e a alta dos juros americanos divulgados pelo Fed mostram que os dois países estão seguindo caminhos diferentes de política monetária.
| Brasil |
Estados Unidos |
| Selic reduzida para 13,75% |
Fed Funds elevados para 3,75%–4% |
| Ciclo de cortes em andamento |
Política monetária mais restritiva |
| Inflação e fiscal exigem cautela |
CPI permanece acima da meta |
| Atividade influencia os próximos cortes |
Emprego, inflação e atividade orientam o Fed |
Essa diferença pode influenciar o câmbio, os juros futuros, o fluxo internacional de capital e os preços dos ativos.
Déficit do Governo Central chega a R$ 13,6 bilhões
O Governo Central registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, abaixo dos cerca de R$ 16 bilhões esperados pelo mercado e inferior ao déficit de R$ 15,5 bilhões registrado no mesmo mês de 2025.
No acumulado de janeiro a agosto, o resultado negativo chegou a R$ 94,9 bilhões, acima dos R$ 85,9 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
O dado mantém o cenário fiscal entre os principais pontos de atenção para os mercados de juros e câmbio.
Déficit menor no mês, mas maior no acumulado
À primeira vista, os números de agosto podem parecer contraditórios. O déficit mensal veio abaixo das expectativas, mas o acumulado dos oito primeiros meses do ano piorou em relação a 2025.
A diferença acontece porque o resultado mensal pode sofrer influência de fatores temporários, enquanto o acumulado oferece uma visão mais ampla da trajetória das contas públicas.
Um único mês pode ser afetado por:
-sazonalidade da arrecadação;
-concentração de pagamentos;
-efeitos contábeis;
-receitas extraordinárias;
-ritmo de execução das despesas.
Por isso, um resultado mensal melhor não necessariamente representa uma mudança estrutural na situação fiscal.
Receita cresce, mas despesas continuam elevadas
Em agosto, a receita líquida chegou a R$ 187,9 bilhões, alta de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2025. As despesas somaram R$ 201,5 bilhões, crescimento de 1,9% na comparação anual.
| Indicador |
Agosto de 2026 |
Variação anual |
| Receita líquida |
R$ 187,9 bilhões |
+3,5% |
| Despesas |
R$ 201,5 bilhões |
+1,9% |
| Déficit do Governo Central |
R$ 13,6 bilhões |
— |
| Déficit acumulado até agosto |
R$ 94,9 bilhões |
— |
A arrecadação continua crescendo, mas ainda não é suficiente para eliminar o déficit. A Previdência permanece como uma das principais fontes de pressão estrutural sobre as contas públicas.
Para o mercado, entretanto, a questão não é apenas o tamanho do déficit em determinado mês. O ponto central é a trajetória da dívida e a capacidade do governo de estabilizá-la ao longo do tempo.
Por que o fiscal influencia os juros?
A relação pode ser entendida por uma sequência simples:
déficit → necessidade de financiamento → emissão de dívida → maior oferta de títulos → pressão sobre os juros
Quando o governo precisa captar mais recursos, aumenta a necessidade de emissão de títulos públicos.
Se os investidores passam a exigir uma remuneração maior para comprar esses papéis, especialmente os de prazo mais longo, os juros da economia também podem ficar pressionados.
Além disso, quando aumenta a percepção de risco fiscal, pode surgir um prêmio de risco adicional. Esse prêmio funciona como uma remuneração extra exigida pelos investidores para compensar a maior incerteza.
Podendo aparecer na curva de juros futuros, afetando o custo de financiamento das empresas, condições de crédito para consumidores, decisões de investimento e preço dos títulos públicos.
Confiança recua e aumenta o sinal de cautela
O cenário fiscal não é o único ponto de atenção doméstico. Os indicadores de confiança divulgados em setembro também mostraram uma economia que ainda apresenta resistência no presente, mas começa a demonstrar maior cautela em relação aos próximos meses.
O Índice de Confiança de Serviços, calculado pela FGV, caiu 0,9 ponto em setembro, para 88,1 pontos.
O movimento foi puxado principalmente pelas expectativas. Enquanto o índice de situação atual avançou 0,9 ponto, o componente de expectativas caiu 2,7 pontos, para 84,6 pontos. Essa foi a maior queda desde julho de 2026.
Atividade ainda resiste, mas expectativas pioram
A combinação dos dois indicadores merece atenção. De um lado, a avaliação sobre a situação atual melhorou. De outro, as expectativas para os próximos meses ficaram mais negativas.
O que sugere que as empresas ainda percebem atividade econômica no presente, mas estão mais cautelosas ao projetar o futuro.
Entre os fatores que podem afetar essas expectativas estão:
*custo do crédito;
*demanda menos dinâmica;
*ambiente fiscal;
*cenário eleitoral;
*juros elevados;
*incertezas econômicas.
No setor de serviços, essa percepção ganha relevância porque o segmento tem participação importante na atividade econômica e no mercado de trabalho.
Indústria mostra sinais de desaceleração
Na indústria o Índice de Confiança da Indústria caiu 2,4 pontos em setembro, para 91,3 pontos, registrando o terceiro mês consecutivo de queda.
Segundo a FGV, aparecem sinais de arrefecimento da demanda e acúmulo de estoques.
Quando os estoques aumentam e as vendas não acompanham o ritmo da produção, as empresas tendem a reduzir a produção e adiar novos investimentos.
Se esse movimento persistir, algumas consequências podem aparecer:
- redução do ritmo de produção;
- adiamento de investimentos;
- revisão de planos de expansão;
- pressão sobre margens;
- maior cautela nas contratações.
Crédito mais caro conecta juros e atividade
A conexão entre o mercado financeiro e a economia real passa diretamente pelo crédito.
Quando os juros permanecem elevados, as empresas enfrentam um custo maior para financiar capital de giro, ampliar sua capacidade produtiva ou realizar novos investimentos.
Para o consumidor, o efeito aparece em financiamentos e empréstimos mais caros.
O mecanismo funciona assim:
maior percepção de risco → juros mais altos → crédito mais caro → menor investimento e consumo → pressão sobre a atividade
Por isso, a trajetória da curva de juros é acompanhada não apenas pelos investidores, mas também pelas empresas que precisam tomar decisões sobre produção, contratação e expansão.
Balança comercial registra superávit expressivo
A balança comercial registrou superávit de US$ 58,67 bilhões, impulsionado principalmente pelo desempenho das exportações.
Um saldo comercial positivo tende a contribuir para a entrada de dólares no país e pode ajudar a reduzir parte da pressão sobre o câmbio. Seu efeito, porém, depende também dos preços das commodities, da demanda global e do fluxo financeiro.
Em um cenário de petróleo elevado e maior volatilidade internacional, o comércio exterior funciona como um amortecedor para a economia brasileira, embora não elimine os riscos fiscais e monetários.
FIDCs passam por regras mais rígidas
O Conselho Monetário Nacional apertou as regras para Fundos de Investimento em Direitos Creditórios que investem em créditos judiciais e arbitrais.
As mudanças restringem a aquisição de determinados créditos considerados de elevada incerteza e aumentam as exigências relacionadas à transparência e ao acompanhamento desses ativos.
A alteração faz parte de um movimento de maior atenção regulatória sobre estruturas de crédito que envolvem ativos com características específicas de risco e liquidez.
Para investidores e participantes desse mercado, as novas regras podem alterar critérios de:
-seleção de ativos;
-análise de risco;
-acompanhamento das operações;
-estruturação dos fundos;
-divulgação de informações.
O que acompanhar em outubro?
O fechamento de setembro deixa uma combinação de fatores para outubro. No exterior, os principais pontos de atenção continuam sendo a inflação americana, a trajetória dos juros do Federal Reserve, os Treasuries longos e o petróleo.
No Brasil, o foco permanece dividido entre fiscal, atividade econômica, juros e cenário eleitoral.
1. Próximos dados de inflação
Os próximos indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos serão importantes para avaliar se as pressões de preços estão diminuindo.
Um PCE ou CPI mais comportado pode aliviar a pressão sobre os juros americanos. Por outro lado, uma alta do petróleo pode recolocar a inflação no centro das preocupações.
2. Comunicação do Fed
A possibilidade de uma nova alta em 2026 mantém o mercado atento aos discursos dos dirigentes do Federal Reserve e às projeções para os próximos encontros.
Dados de emprego, atividade e inflação serão decisivos para definir os próximos passos da política monetária americana.
3. Trajetória da Selic
O quinto corte consecutivo não garante uma sequência automática de novas reduções. A inflação projetada pelo Copom, o comportamento da atividade e as expectativas do mercado serão importantes para as próximas decisões.
O cenário fiscal brasileiro também pode limitar a velocidade dos cortes caso provoque alta dos juros futuros e aumento do prêmio de risco.
4. Petróleo e Oriente Médio
O mercado continuará acompanhando a situação no Oriente Médio, a infraestrutura de transporte e os níveis de oferta global.
Uma nova alta do Brent pode pressionar custos, inflação e juros em diferentes economias.
5. Eleições e cenário fiscal
As eleições seguem entre os principais fatores de volatilidade no Brasil. Pesquisas, debates e propostas econômicas podem provocar ajustes rápidos nas posições dos investidores.
Também será importante observar medidas capazes de melhorar ou piorar a percepção sobre a trajetória da dívida pública.
Em resumo
O mercado financeiro encerrou setembro entre sinais de alívio no exterior e preocupações renovadas com o ambiente doméstico.
O PCE abaixo do esperado ajudou a reduzir parte da pressão sobre os juros americanos, o Ibovespa recuperou terreno e o dólar perdeu força depois de chegar a R$ 5,22.
Ao mesmo tempo, o petróleo Brent ultrapassou US$ 100, os Treasuries longos permaneceram pressionados e o fiscal brasileiro continuou no centro das discussões.
O déficit de agosto veio abaixo das expectativas, mas o acumulado chegou a R$ 94,9 bilhões, acima do registrado no mesmo período de 2025.
Da mesma forma, a atividade ainda mostra resistência, mas os indicadores de confiança revelam que empresas de serviços e da indústria estão mais cautelosas em relação ao futuro.
Essa combinação ajuda a explicar os movimentos do mercado financeiro neste início de outubro.
Os números da semana em uma tela
| Indicador |
Dado |
| Selic |
13,75% a.a. |
| Fed Funds |
3,75%–4% |
| PCE dos EUA em agosto |
+0,3% |
| PCE dos EUA em 12 meses |
+3,4% |
| PCE núcleo em 12 meses |
+3,0% |
| Dólar no fechamento de setembro |
R$ 5,17 |
| Dólar na abertura de outubro |
R$ 5,19 |
| Ibovespa em setembro |
+5,03% |
| Ibovespa no ano |
+15,65% |
| Brent |
Acima de US$ 100 |
| Treasury de 10 anos |
5,30% |
| Treasury de 30 anos |
5,61% |
| Déficit do Governo Central em agosto |
R$ 13,6 bilhões |
| Déficit acumulado até agosto |
R$ 94,9 bilhões |
| Receita líquida em agosto |
R$ 187,9 bilhões |
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FAQ: Mercado financeiro e cenário econômico
O que movimentou o mercado financeiro no fim de setembro de 2026?
O mercado financeiro foi influenciado por uma combinação de fatores domésticos e internacionais. Entre os principais estão o resultado do PCE nos Estados Unidos, a trajetória dos Treasuries, a alta do petróleo, o cenário fiscal brasileiro, o comportamento do Ibovespa, do dólar e as expectativas relacionadas às eleições.
Por que o PCE dos Estados Unidos é importante para o mercado?
O PCE é um dos principais indicadores acompanhados pelo Federal Reserve para avaliar a inflação americana. Um resultado abaixo das expectativas pode reduzir a pressão sobre a política monetária dos Estados Unidos e influenciar as expectativas para os juros, o dólar, os Treasuries e outros ativos de risco.
Por que o Ibovespa subiu no fechamento de setembro?
O Ibovespa recuperou terreno depois de quatro pregões consecutivos de queda, em parte com a melhora do ambiente externo. O índice chegou a operar com alta próxima de 2% no fechamento do mês, em um movimento que também envolveu ajustes de posições dos investidores.
O que significa o déficit de R$ 13,6 bilhões do Governo Central?
O Governo Central registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto de 2026. Embora o resultado tenha ficado abaixo das expectativas e do déficit registrado em agosto de 2025, o acumulado de janeiro a agosto chegou a R$ 94,9 bilhões, acima dos R$ 85,9 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Por que o déficit acumulado é importante para o mercado?
O acumulado ajuda a mostrar a trajetória das contas públicas de forma mais ampla do que um único resultado mensal. Para o mercado, a evolução do déficit está relacionada à necessidade de financiamento do governo, à emissão de títulos públicos, à percepção de risco e à trajetória da dívida.
Como o cenário fiscal afeta os juros no Brasil?
Quando aumenta a necessidade de financiamento do governo ou a percepção de risco fiscal, os investidores podem exigir uma remuneração maior pelos títulos públicos. Isso pode pressionar os juros futuros e elevar o custo de financiamento para empresas e consumidores.
Por que o petróleo influencia a inflação e os juros?
O petróleo afeta custos de energia e transporte e pode pressionar a inflação. Quando a commodity sobe de forma significativa, os bancos centrais podem ter menos espaço para reduzir juros caso a alta contribua para uma inflação mais persistente.
O que pode influenciar o mercado financeiro em outubro de 2026?
Entre os principais fatores estão os próximos dados de inflação, a comunicação do Federal Reserve, as decisões sobre a Selic, a trajetória do petróleo, os acontecimentos no Oriente Médio, o cenário fiscal brasileiro e as eleições.
Como as decisões do Fed e do Banco Central brasileiro podem afetar os investimentos?
As decisões de política monetária influenciam diretamente as taxas de juros, o câmbio, o crédito e a precificação de diferentes ativos. No cenário apresentado no artigo, Brasil e Estados Unidos seguem trajetórias distintas de política monetária, o que pode afetar o fluxo internacional de capital e os preços dos ativos brasileiros.